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O RETROCESSO DO ESPORTE DE CABO FRIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARTE 1

A criança, a luva de goleiro e a arma




Essa é uma história verídica de uma criança de Cabo Frio que encontramos ao desenvolver o projeto sócio esportivo Novo Cidadão, seu perfil já indicava seu envolvimento em área de risco, claro que seu envolvimento era decorrente da falta de informação.

O início

Sua estrutura familiar era deficitária, não tinha condições para pagar pela pratica de atividade esportiva, baixa estima, além de outras carências encontradas, o projeto atendia a todas as crianças e adolescentes, mais eram justamente essas crianças que o projeto voltava suas atenções, tentando transformar seu perfil.

No início muito relutante aos comandos de uma referência nova o professor de educação física e seu apoio (um estagiário de educação física). Seu comportamento foi melhorando com o passar do tempo e com a sua participação agora efetiva nas atividades esportivas, aprendeu numa simples atividade de chutar ao gol, que tinha que respeitar primeiro as orientações do professor e apoio, segundo respeitar seus amigos aguardando na fila o seu momento para chutar ao gol.

Antes era muito disperso, porém melhorou muito sua concentração observando atentamente as orientações do seu professor, tanto na pratica esportiva da modalidade mais também no comportamento para a formação de um cidadão.

A transformação

Seu envolvimento com o projeto chamava atenção, e saltava aos olhos daqueles que viram o seu comportamento no início e agora vislumbravam outra criança, ela estava com uma alta estima elevada, o seu professor agora era chamado de tio, assim como o estagiário.

Como não conseguiu se adequar como jogador de linha começou a experimentar jogar no gol, ele estava tão feliz que mesmo tendo dificuldades financeiras conseguiu que seu responsável comprasse as luvas de goleiro, quando apareceu com as luvas de goleiro no projeto, seu rosto brilhava de alegria e felicidade.

O retrocesso

O tempo foi passando até que chegou o ano de 2013, como todo ano acontecia, ele ficou animado, motivado, alegre, feliz e ansioso pelo inicio do projeto para participar. Mais o tempo foi passando e nada do retorno do projeto, seu espaço antes ocupado pela as atividades esportivas após estudos na escola, agora voltava a ficar ocioso, não tinha nada para fazer depois do estudo na escola.

Ainda esperançoso ouvia com alegria que era uma questão de tempo, e mais tarde o projeto retornaria, mais uma vez ficou aguardando, porém nada de concreto acontecia, e o tempo foi passando, outras amizades foram tomando lugar neste espaço ocioso, amizades que na realidade começaram a levá-lo de volta para áreas de risco.

A conseqüência

Infelizmente o tempo lhe respondeu que não haveria mais o projeto, e como conseqüência disso veio o retorno de sua baixa estima, que tirou sua alegria, felicidade e criou uma baita depressão, não foi difícil de repente encontrá-lo envolvido em pequenos roubos, envolvido com drogas e por fim trocar a sua luva de goleiro por uma arma.

Para refletir

Essa é a história de uma criança que durante vários anos participou de um projeto sócio esportivo e que durante dois anos não teve mais esse direito, conforme consta no artigo 4º do Estatuto da Criança e Adolescente, agora multiplique por tantas outras crianças que durante esses dois anos também perderam seu direito de praticar esportes, quando vários núcleos e modalidade foram fechados.

Depois para dar uma satisfação para a sociedade querem “Baixar a Maioridade Penal” colocando a culpa no Estatuto da Criança e Adolescente, e ainda ficam se perguntando por que nossas crianças estão se envolvendo com crimes?
Nessa história inicialmente vemos claramente a facilidade para transformarmos uma criança ou adolescente em um bom cidadão, utilizando o esporte de forma democrática e direcionado por uma Política Pública, onde informações para a formação de um bom cidadão são introduzidas de forma lúdica

Deixamos aqui uma pergunta, quem induziu esta criança a trocar a sua luva de goleiro por uma arma? A maioridade penal, O ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), O termino de um projeto sócio esportivo desenvolvido através de uma política pública.

Ao encerrar cabe informar que este projeto foi desenvolvido com  objetivo de atender a toda uma sociedade, principalmente as crianças, adolescentes, jovens e atletas de forma democrática através de uma política pública, mais também tinha outro objetivo de fundamental importância, era utilizar esse projeto para servir a DEUS, durante dois anos as pessoas responsáveis pelo projeto perderam a oportunidade de continuar servindo a DEUS através deste projeto.

“Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos” Lucas 17, 2

Na próxima parte nº 2, estaremos nos reportando ao Núcleo do Jardim Esperança que era desenvolvido no ginásio poliesportivo Vivaldo Barreto, aguardem.



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COLUNA OPINIÃO: "DO SONHO REALIZADO AO PESADELO"

Durante muitos anos (2006 a 2012) várias crianças e adolescentes viram seus sonhos serem realizados, quando viveram a experiência de participar de um projeto sócio esportivo, denominado Novo Cidadão, assista ao vídeo e veja como era.
 

Projeto registrado no CMDCA (Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente) e que atendia de forma democrática oferecendo atividades em várias modalidades esportivas, tendo em sua estrutura, centenas de profissionais qualificados, gerando renda e emprego, em 2012 chegou a atender mais de 10.000, clique aqui e vejam
Preenchia o espaço ocioso no contra turno da escola colaborando assim para o desenvolvimento da escola em tempo integral, e

Núcleo Maria Joaquina
também ajudava na transferência de renda da família quando ela deixava de pagar de R$ 50,00 a R$ 100,00 para fazer atividade esportiva, pois o projeto era grátis, este mesmo recurso ficava para a família usá-lo em benefício próprio.
Era nítido na fisionomia das crianças que participavam a alegria e felicidade que chegava a contagiar todos que ficavam observando sua chegada nos núcleos, à integração já tinha atingido inclusive a família que acompanhava também de forma alegre seus filhos.
Núcleo Vivaldo Barreto

Infelizmente nos anos seguintes 2013 em diante, todo esse processo desenvolvido durante os anos acima relatado, que foi uma conquista da sociedade cabo-friense, principalmente das crianças e adolescentes, não teve sua continuidade o projeto ficou sem apoio do atual governo, e com o passar do tempo foi minguando acabando assim com muitos núcleos e modalidades esportivas que faziam parte do projeto Essa atitude negativa trouxe uma grande preocupação por parte das crianças e de suas famílias, já em meados de 2013 chamávamos a atenção através de matéria com o título “Para onde estão indo nossas crianças” clique aqui e vejam.

Núcleo Maria Joaquina
Ao tirarem de nossas crianças e adolescentes a oportunidade de participar deste projeto (direitos delas conforme o artigo 4° do Estatuto da Criança e Adolescente), elas voltaram a ter um espaço ocioso, ficaram tristes, desamparados, gerando assim uma baixa estima o que normalmente se transforma numa depressão, esse processo negativo transformou um sonho que foi realizado trazendo alegria, felicidade e alta estima, em PESADELO.

Com o passar do tempo algumas pessoas esquecem-se do seu compromisso mais importante assista ao vídeo.

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COLUNA OPINIÃO: PLANTAR E COLHER

Pessoas ao plantar uma arvore podem ter como objetivo, que todos possam colher os seus frutos, admirar suas flores e beneficiar-se de sua sombra.

Mais durante esse tempo entre o plantar e colher vai sempre existir, a responsabilidade daqueles que plantaram de cuidar desta arvore


E mesmo depois quando é só tempo de colher vai continuar existindo, a responsabilidade daqueles que plantaram de cuidar desta arvore


Por quê nenhuma arvore cresce ou dá frutos sem passar por diversos problemas.


Alguns podem colher para si, ou seja, usam a arvore para proveito próprio sem a responsabilidade de cuidar desta arvore. Alguns podem simplesmente não colher e esquecer da responsabilidade de cuidar desta arvore.


Nas duas situações esses problemas vão contribuir de forma contundente, para que a arvore entre em processo de declínio no seu desenvolvimento, podendo chegar na fase terminal.


Esta arvore pode simbolicamente representar, uma modalidade esportiva, Federação, Liga, projeto esportivo, projeto sócio esportivo e outros.


“A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de DEUS. Forte e poderoso, ele vê sem cessar 

todos os homens”. Eclesiástico 15, 17/19

Eliseu Pombo CREF 13376-P

Sub secretário de Esportes de Cabo Frio(2005), Secretário da Criança e Adolescente(2005/08), Presidente do Conselho da Criança e Adolescente(2005/08), Superintendente, Coordenador do Esporte(2009/10), Secretário de Esportes de Cabo Frio(2010/2012), 
Presidente do Conselho de Esportes de Cabo Frio(2010/2012)



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O RETROCESSO DO ESPORTE DE CABO FRIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARTE 5: ARTES MARCIAIS

Parte 05

Artes Marciais




Dando seqüência ao relato do retrocesso do esporte de Cabo Frio nos últimos dois anos, aliais dois anos e quatro meses, e as conseqüências que ficaram, estaremos nesta parte nos reportando as Artes Marciais


Objetivos
Aqui aconteceu um trabalho que muitos duvidavam primeiro unir todas as forças das artes marciais, depois realizar seletivas para formar as seleções de cada modalidade e por último dar apoio a estas seleções para competirem a nível estadual.


União
A primeira etapa que consistia em unir as forças, só foi possível pelo bom trabalho do Sensei Marcelo Cerqueira, na época diretor de esportes responsável pelas artes marciais, pessoa abnegada um dos baluartes das artes marciais em Cabo Frio, tendo bastante prestígio e credibilidade no meio.


Seletivas (Campeonato Municipal)
Vencido a primeira etapa, começaram as reuniões no sentido de organizar e planejar as seletivas, onde todas as academias teriam oportunidade de participar e também colocar seus atletas na seleção.
Judô   clique aqui
Karate/ Muay Thai clique aqui
Jiu jitsu clique aqui
Taekwondo   clique aqui


Reflexo nas Academias
Um fato importante chamou atenção, vimos claramente que as seletivas estavam contribuíam também, para ajudar as academias que participavam das seletivas, na conquista de mais atletas.
Isso aconteceu por que o atleta não quer ficar na academia somente treinando, mais sim também participar de competições municipais (seletivas) e ainda com a expectativa de entrar na seleção de sua cidade.


As equipes
Depois de vencidas todas as etapas, cada modalidade formou a sua equipe através da seletiva e começaram então a competir no âmbito estadual, sempre guardando as diretrizes traçadas, ou seja, primeiro se filiavam as suas respectivas Federações devidamente reconhecidas pela suas Confederações, através da Liga Cabo-friense de Desporto


Liga Cabo-friense de Desporto
Cabe ressaltar mais uma vez a importância da Liga neste processo, as modalidades das artes marciais não estavam devidamente organizadas, o que dificultava se filiar as Federações, mais através da Liga esse problema ficava resolvido.


O apoio
A prefeitura de Cabo Frio através da Secretaria de Esportes viabilizava para a equipe competir quimonos, transporte, lanche pela manhã e tarde e o almoço, alem de disponibilizar espaço para as equipes treinarem.
Judô clique aqui
Karatê clique aqui
Jiu jitsu clique aqui
Muai Thay clique aqui
Taekwondo clique aqui


Competições em Cabo Frio
A repercussão do trabalho foi tão boa que algumas modalidades conseguiram trazer para Cabo Frio etapas de competições estaduais, que acabaram contribuindo para hotelaria e restaurantes da cidade.
Judô 10 clique aqui
Karate clique aqui
Muai thay clique aqui
Taekwondo clique aqui


O Legado
A partir deste momento, quando todos se uniram, organizaram e planejaram suas atividades e ainda tiveram o apoio necessário pela Prefeitura, foi plantada uma semente, colaborando para que as artes marciais começasse a trilhar um caminho de desenvolvimento, respeito e atenção


O retrocesso
Hoje toda essa estrutura não existe mais, foram anos de trabalho principalmente dos atletas e treinadores envolvidos nas seletivas, treinamentos e participando em competições estaduais, que foram deixados para traz.


A conseqüência
Essas modalidades que perderam esse apoio da prefeitura estão de pires na mão, tentando participar de competições, até cofrinho (idéia inovadora) estão distribuindo na cidade com objetivo de obter recursos financeiros.
Se somarmos os atletas de todas as modalidades das artes marciais, que participaram das seletivas formando assim suas respectivas equipes, chegaremos a um total aproximado de mais de trezentos, que deixaram de ter o direito de praticar a sua modalidade e também de representar sua cidade em competições estaduais de forma digna, como reflexão leiam coluna opinião com o título “Plantar e Colher”
Na parte 6 estaremos evidenciando o retrocesso da modalidade de futebol de campo dentro do projeto sócio esportivo, assim como o término da sede e da Liga Cabo-friense de Desporto



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O RETROCESSO DO ESPORTE DE CABO FRIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARTE 6:

Núcleos de Futebol de Campo do projeto sócio esportivo Novo Cidadão



Dando continuidade ao relato do retrocesso do esporte nos dois últimos anos (2013/14), voltamos a focar o projeto sócio esportivo agora na modalidade de futebol de campo.
No projeto sócio esportivo Novo Cidadão foi desenvolvido oito núcleos desta modalidade sendo elas as seguintes: Aracy Machado, Jardim Esperança, Boca do Mato, Cajueiro, Parque Burle, Nova Califórnia, São Jacinto e Unamar, clique aqui e veja a quantidade de alunos por núcleo.


Campeonato do projeto
Evidente que as crianças e adolescentes não querem somente participar do projeto, eles querem também participar de competições que na realidade os motivam a não faltarem na escola e no projeto.
Por este motivo foi realizado o campeonato de futebol de campo do projeto sócio esportivo Novo Cidadão, nas categorias sub11, 13, 15 e 17. O local dos jogos também foi um fator motivador para eles, conseguimos que o campeonato fosse realizado no Estádio Correão, nos que acompanhávamos de perto essa competição, víamos claramente a felicidade estampada no rosto deles, os seus olhos chegavam a brilhar de alegria.primeira vez um jogo do campeonato em Tamoios, envolvendo os núcleos de Unamar e Nova Califórnia clique aqui e veja.

Aracy Machado Sub 13
Aracy Machado Sub 15
Aracy Machado Sub 17

Estrutura e Fotos
Esse campeonato tinha um acompanhamento técnico mostrando a classificação a cada rodada (veja abaixo) e uma estrutura com transporte para facilitar o deslocamento dos núcleos, água,  lanche que era distribuído ao final da partida e jogo de camisas. Durante o campeonato conseguimos documentar através de fotos a formação dos núcleos, alguns deste ainda temos em arquivo vejam.
















O Retrocesso
Infelizmente todo esse trabalho não teve continuidade, nestes dois últimos anos (2013/14) somente três núcleos estiveram funcionando, mesmo assim com uma precariedade com o material esportivo e de uniformes, ocasionando inclusive a falta de realização do campeonato.


A conseqüência
Uma das formas de entender o sentimento de uma criança ou adolescente, e olhar seu semblante e seus olhos e também colocar-se no seu lugar.
Quando tivemos essa idade e desfrutávamos da alegria e felicidade de disputar uma competição, ficávamos eufóricos e ansiosos até a competição, mais também nos recordamos como ficávamos chateados, aborrecidos e tristes por não haver uma competição, ou terem acabado com ela.
Esse sentimento de tristeza e infelicidade que não é bom, é o que está predominando em nossas crianças e adolescentes que do dia para a noite, ficaram sem condições de participar de um projeto sócio esportivo que já estavam acostumados, assim como em competir.


Sugestão
Depois não conseguem explicar porque há um elevado numero de crianças e adolescentes envolvidos com crimes e drogas, ou tem a brilhante idéia de baixar a maioridade penal, fica aqui uma sugestão leiam a coluna opinião com o título “Para onde estão indo nossas Crianças e Adolescentes”
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COLUNA OPINIÃO: PARA ONDE ESTÃO INDO NOSSAS CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVENS?

Quando fazemos essa pergunta estamos nos referindo principalmente aquelas que tiveram o direito de participar de uma política pública no esporte durante muitos anos.
Falando dentro de um contexto específico do esporte, como ferramenta transformadora no âmbito social e seus respectivos benefícios, vide, coluna opinião deste blog com o título “Esporte e seus Benefícios”, ficamos preocupados com os rumos que está sendo dado ao esporte.

Para entenderem melhor a nossa preocupação, primeiro temos que nos colocar justamente no lugar das crianças, adolescentes e jovens para termos o olhar através deles sobre o assunto.
Durante a elaboração do PROESPA (Projeto de Esportes Amadores 2002/2004) encontramos uma frase que dizia “O esporte é uma ponte que DEUS criou para tirarmos as crianças das Trevas e trazer para a LUZ”, logo utilizaremos essas denominações para por dois caminhos diferentes para esclarecer a nossa preocupação.

Momento 1

As criança que vivem numa comunidade em que nunca experimentou a pratica de uma modalidade esportiva ou atividade física, ficam totalmente envolvida positivamentee alegres, quando a elas é apresentado um projeto sócio esportivo sempre desenvolvido no contra turno escolar.
Imediatamente alguns objetivos são alcançados: o espaço ocioso é preenchido, a baixa estima deles se transforma em alto estima, melhora no rendimento escolar e seus pais ou responsáveis que trabalham o dia todo, ficam mais tranquilos, pois, enquanto trabalham eles estão estudando ou participando de um projeto com profissionais qualificados, ou seja, professores de educação física. Não podemos deixar de ressaltar que o projeto se desenvolve de forma democrática, utilizando várias modalidades e não somente o futebol.

Num segundo momento indiretamente o projeto colabora para a identificação de atletas que sobressaem-se dos demais pela sua qualidade, a estes chamamos de diamantes que formarão equipes de várias modalidades contribuindo para resgatar o direito deles, de participar de competições municipais e a posterior de competições estaduais, onde terá o orgulho de representar sua cidade.

Ainda percorrendo o assunto e nos colocando no lugar deles podemos identificar claramente o seguinte, por exemplo: uma criança envolvida nessa política pública que durante a manhã/tarde está estudando, no contra turno manhã/tarde está no projeto, participando também de competição interna do projeto,  ainda tem que treinar seja para competição municipal ou representar sua cidade em competição estadual, essa criança fica sem tempo para se envolver em área de risco e cresce vivenciando outros valores que contribuem para formar um bom cidadão. A este momento chamamos de caminho de LUZ.

Momento 2

Mais depois da tantos anos participando do projeto sócio esportivo,em competições internas do projeto, nas competições municipais e competições estaduaisrepresentando sua cidade, de repente do dia para a noite sem qualquer informação lhes é tirado todo esse envolvimento esportivo, quando acabam com os núcleos, acabam com modalidades, acabam com as competições interna, acabam com as competições municipais, acabam com equipes que representavam a cidade. O que acontece com elas?

Essas crianças, adolescentes e jovens começam a entrar em depressão, ficam tristes, aumenta sua baixa estima, voltam a ter o espaço ocioso no contra turno escolar, seu rendimento escolar entra em queda, seus pais ou responsáveis que trabalham o dia todo voltam a ficar preocupados com seus filhos que podem voltar para a área de risco. A este momento chamamos de TREVA.

Para onde estão indo nossas crianças, adolescentes e jovens? Em Junho de 2013, o comandante do 25ºbatalhão da polícia Militar divulgou um levantamento que identificou um crescimento de 62% de crianças e adolescentes envolvidos com o crime, comparando com o mesmo período de 2012.Até onde podemos correlacionar a falta de atendimento através do esporte em 2013, com esse levantamento?

Não cabe nesse momento entrar em qualquer tipo de embate, o mais importante é que nossas crianças, adolescentes e jovens voltem num curtíssimo prazo, a ter o direito de vivenciar aquilo que eles já estavam acostumados a participar, e que na realidade é um direito adquirido deles, conforme se apresenta escrito no artigo 4º do Estatuto da Criança e Adolescente.

Que a Luz do nosso senhor Jesus Cristo ilumine os caminhos das pessoas responsáveis, que as mesmas fiquem sensibilizadas e consigam reverter esse processo negativo, que com certeza não traz qualquer benefício para a formação de um bom cidadão.

“Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada”

“Educai a criança agora para que não seja necessário punir o adulto”
Pitágoras

Eliseu Pombo CREF 13376-P


Sub secretário de Esportes de Cabo Frio(2005), Secretário da Criança e Adolescente(2005/08), Presidente do Conselho da Criança e Adolescente(2005/08), Superintendente, Coordenador do Esporte(2009/10), Secretário de Esportes de Cabo Frio(2010/2012), Presidente do Conselho de Esportes de Cabo Frio(2010/2012)
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O RETROCESSO DO ESPORTE DE CABO FRIO E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARTE 4

Parte 04 Conselho Municipal de Esportes Amador



Na realidade o assunto desta parte seria sobre as dificuldades das equipes de artes marciais em representar a cidade de Cabo Frio em competições Estaduais, porém ao obter informações relativas ao ano de 2000 sobre a história do Futsal, encontrei foto e informações pertinentes a criação do Conselho Municipal de Esportes Amador. Por este motivo pedimos desculpas pela troca do assunto, mais na próxima parte nº 05 estaremos postando o assunto relativo a artes marciais.

As dificuldades
Até o ano de 2000 dificilmente as modalidade recebiam recursos da prefeitura para poder desenvolver competições municipais e participar de competições estaduais, em virtude destas dificuldades durante muitos anos, vários desportistas lutaram pela criação do Conselho de Esportes Amador de Cabo Frio



Os benefícios do Conselho
A criação do conselho de esportes asseguraria a implantação de uma política pública no esporte, onde as modalidades teriam direito desde que organizadas, a participar de forma democrática na elaboração de um calendário da sua modalidade e também na disponibilidade de recursos financeiros da prefeitura para que pudesse desenvolver competições municipais e participar de competições estaduais.


Conquistamos, mais não levamos
Apesar de conquistarmos a criação do Conselho de Esportes Amadores de Cabo Frio no ano de 2000, o mesmo não foi sancionado, ou seja, ficamos até 2004 sofrendo as mesmas dificuldades.
Somente em 2005, no governo do prefeito Marquinho Mendes e que de fato a lei foi sancionada, o conselho começou a funcionar.


O retrocesso
Depois de oito anos funcionando (2005/2012), retrocedemos mais uma vez, desde 2013 o Conselho de Esportes Amador de Cabo Frio deixou de funcionar, fato este que prejudica a todas as modalidades, que ficam sem condições de receber recursos financeiros da prefeitura, para desenvolver competições municipais e também participar de competições estaduais.


A conseqüência
Por que as modalidades não podem ser subvencionadas ou patrocinadas? Há uma exigência do TCE (Tribunal de Contas do Estado) determinando que qualquer recurso financeiro da prefeitura, destinado para subvenção ou patrocínio a entidades esportivas, tem que ter a aprovação do conselho de esportes, se ele está parado voltamos há tempos atrás, quando era difícil desenvolver o esporte em Cabo Frio.
Fica difícil de quantificar quantas crianças, adolescentes, jovens e atletas perderam o direito a prática do esporte seja através de projeto sócio esportivo, competições municipais ou equipe representando sua cidade com orgulho em competições estaduais. Clique aqui e relembre como era
Depois as autoridades não sabem por que a um aumento considerado, de crianças e adolescentes envolvidos com drogas e criminalidade, e ainda tem a brilhante idéia de “Baixar a maioridade Penal”
“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada” E. Burke

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COLUNA OPINIÃO: BEBETO, ROMÁRIO E RONALDO E A POLÍTICA PÚBLICA DO ESPORTE

Não há o que se questionar desse trio de atacantes que tanto individualmente ou juntos mostraram para todo o Brasil, as suas qualidades e com orgulho vestiram a camisa da seleção Brasileira com muita honra.Com suas atuações dentro do campo fizeram a alegria de um povo, seja jogando em seus clubes que representavam naquele momento ou pela seleção.

Quantos jovens começaram a sonhar em ajudar suas famílias tendo como referência justamente esses craques da bola; quero ser igual a eles, vou me esforçar para um dia jogar fora do meu país e ganhar dinheiro para dar uma vida melhor para os meus pais. Com certeza mesmo não conseguindo atingir este objetivo aquela criança ou adolescente, ao se comprometer em atingir aquele sonho, procurou estudar e não se envolver em áreas de risco, itens que são importantes tanto para atingir o seu sonho, assim como na formação de um bom cidadão.

Se essas personalidades do esporte conseguem só com suas imagens sensibilizar crianças e adolescentes a trilhar um caminho de Luz, imaginem esses três unidos pela construção de uma política pública no esporte que força teríamos. Estamos acostumados a assistir algumas ações pontuais de desenvolvimento individuais, desse projeto que é deste ou daquele, mais o esporte como um todo até esse momento não conseguiu ser desenvolvido de forma democrática, objetivando o atendimento não direcionando somente o futebol mais também para outras modalidades.

Para ajudar a entender melhor o termo política pública temos que nos reportar ao mini dicionário Aurélio da língua portuguesa que define a Política da seguinte forma: “é a arte e a ciência de bem governar, de cuidar dos negócios públicos”; Público: “é relativo ou destinado ao povo, à coletividade ou a um governo dum país”, e o contrário de tudo isso chamamos de politicagem que o mini dicionário Aurélio da língua portuguesa define com “política mesquinha, estreita”

Quando decidimos desenvolver o esporte como política pública estamos na realidade querendo que o mesmo tenha planejamento, organização e criação de ferramentas (talvez já existam e não esteja sendo dada a devida atenção para elas) que viabilizem recursos, mais cobrem também responsabilidades e principalmente fiscalizem esses recursos para que sejam aplicados de maneira correta conforme o projeto aprovado.

Com o desenvolvimento do esporte como política pública com certeza teríamos facilidade, na obtenção de dar condições dignas para atletas de várias modalidades conseguir mostrar o seu potencial, de ter condições de treinamento adequada, apoio ao desenvolvimento da sua modalidade e principalmente garantir a continuidade seja este ou aquele governante no poder.

Se nossas Crianças, adolescentes e jovens pudessem contar com esse trio de atacantes na equipe, tentando conquistar uma política pública no esporte, assim como também garantir o direito deles de praticar esportes conforme o artigo no 4 do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), com certeza a vitória estaria garantida.

“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada” 
E. Burke

Eliseu Pombo CREF 13376-P
Sub secretário de Esportes de Cabo Frio (2005), Secretário da Criança e Adolescente (2005/08), Presidente do Conselho da Criança e Adolescente (2005/08), Superintendente, Coordenador do Esporte (2009/10), Secretário de Esportes de Cabo Frio (2010/2012), Presidente do Conselho de Esportes de Cabo Frio (2010/2012)






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COLUNA OPINIÃO: ESPORTE E SEUS BENEFÍCIOS

Considerando:

A história mostra que em épocas remotas nas cidades de Atenas e Roma as atividades físicas eram desenvolvidas também, com o objetivo de ajudar na formação do caráter e personalidade dos jovens.

“Em Atenas os locais da prática esportiva serviam não apenas à educação física como também para a formação intelectual do povo.” (Marinho, 2006, p 25)

O esporte como a principal ferramenta, que contribui para retirarmos crianças, adolescentes e jovens de área de risco, investindo de forma democrática ou seja em várias modalidades e não só no futebol.

Que ao incentivarmos a pratica de atividades físicas, estamos colaborando para a prevenção de

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